A Influência da Mídia no Judiciário
Junho 1, 2008
Não resta nenhuma dúvida de que inúmeros casos decididos pela Justiça tiveram a influência da mídia. A pressão da imprensa em determinados fatos provoca a posição da sociedade e, por conseqüência, tem grande influência na decisão de atos judiciais. O caso da menina Isabella, que foi jogada do 6º andar de um prédio em São Paulo, comoveu toda a população. Enquanto a imprensa ocupava todo o espaço no dia a dia, Ministério Público na acusação e Advogados na defesa apresentavam defronte as Câmeras de Televisão seus pontos de vista.
O assunto foi de tal ordem que duas decisões judiciais são creditadas a posição da imprensa: duas liminares em habeas corpus foram negadas. A primeira junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo e a outra junto ao Superior Tribunal de Justiça em Brasília. Isso mostra que quando a imprensa assume um determinado papel esclarecendo a opinião pública e mostrando a importância de estar de um determinado lado obtém resultados surpreendentes.
Pena que a maioria da imprensa brasileira se encontra comprometida com o sistema, ou seja, reza na mesma cartilha do governo, pois depende de verbas de publicidade da Petrobrás, do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Ministérios e etc. e, por isso ,não mostram escândalos que envolvem o Governo Federal como, por exemplo, o uso ilegal e indevido dos cartões corporativos. Em outras palavras, não mostra a verdade sobre o nosso dinheiro que vem sendo roubado oficialmente no dia a dia.
A mídia poderia servir também para mostrar porque o Judiciário é tão lento, quase parando neste país. Sem falar em tantos outros fóruns, tribunais e etc. Só para se ter uma idéia: no antigo Tribunal de Alçada Civil, existem processos que foram distribuídos aos juizes em 2004 e até agora não receberam nenhum despacho. Falar dos fóruns no Interior é brincadeira. Os processos não andam, ficam entravados, sem fim.
A imprensa poderia muito bem servir para acordar as autoridades judiciárias deste país, pressionando a opinião pública e entidades ligadas ao setor que nada tem feito para dar solução ao grave problema. Ou depois de terem privatizado o arquivo geral, porque não privatizar os cartórios, pois os funcionários não seriam mais estáveis e naturalmente trabalhariam com mais vigor?
Os cartórios estão abarrotados de papéis por todos os lados. Os funcionários, que são poucos, não conseguem colocar o serviço em dia. Juízes tiram licença ou são promovidos e não existe pessoal suficiente para substituição. Um juiz, muitas das vezes, acumula três ou até quatro varas numa mesma Comarca. É falta de estrutura do Estado. E o Judiciário, como um Poder dentro do Estado, tem de exigir sua total liberdade de agir, de preencher os seus cargos e ampliar a ação que lhe compete. Caso contrário, ninguém conseguirá fazer justiça neste país. A mídia precisa pensar nisso.
Entry Filed under: Matérias. .
1 Comment Add your own
Leave a Comment
Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>
Trackback this post | Subscribe to the comments via RSS Feed
1. Mr WordPress | Junho 1, 2008 at 1:39 pm
Hi, this is a comment.
To delete a comment, just log in, and view the posts’ comments, there you will have the option to edit or delete them.